Cancioneiro

  1. Hinoportuna (hino à saudade)
  2. Cantigas de maio 
  3. Havemos de ir a viana 
  4. Maio Maduro Maio 
  5. As sete mulheres do Minho
  6. Santa Luzia
  7. Milho Verde 
  8. Loucos de Lisboa
  9. Sonho meu

1. Hinoportuna (hino à saudade)

Hinoportuna de festa
É paródia riso mocidade.
Brincam guitarras com velhas cantigas Luzia cidade.
Sonhos encanto são Vozes soando
Acordes de emoção,
Nossas cantigas

Belas raparigas são de coração.
É uma cantida esta nossa vida
Um hino a saudade
Viver estudante
Momentos instantes
De uma mocidade Sonhos encanto são Vozes soando
Acordes de emoção,
Nossas cantidas
Belas raparigas são de coração.

Guarda os segredos
Escritos a negro capa que tracei.
Levo a saudade Menina cidade de amores que deixei.
Sonhos encanto são Vozes soando
Acordes de emoção,
Nossas cantidas
Belas raparigas são de coração.

2. Cantigas de Maio
(José Afonso)

Eu fui ver a minha amada
Lá p’rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim

Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir

Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender

Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
 

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou

3. Havemos de ir a viana 
(Pedro Homem de Mello)

Entre sombras misteriosas
em rompendo ao longe estrelas
trocaremos nossas rosas
para depois esquecê-las.

Refrão:
Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Partamos de flor ao peito
que o amor é como o vento
quem pára perde-lhe o jeito
e morre a todo o momento.

Refrão

Ciganos, verdes ciganos
deixai-me com esta crença
os pecados têm vinte anos
os remorços têm oitenta.

Refrão

 

4. Maio Maduro Maio
(José Afonso)

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o sol já no sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul.

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar.

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre no mês do trigo
Se cantará
Qu’importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El rei-pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu.

5. As Sete Mulheres do Minho

Intro

As sete mulheres do Minho
Mulheres de grande valor
Armadas de fuso e roca
Correram com o regedor. 

Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página doirada.

Viva Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação.

6. Santa Luzia

Intro 4x

Hei de cantar com paixão
Viana linda princesa
A quem dei o coração
Num acto de gentileza
E com minha alma a vibrar
Num roubo de melodias
Engrandecer a cantar
A cidade o rio e o mar
O monte de Sta. Luzia

Refrão:
Sta. Luzia

Tem encantos de magia
Com beleza sem igual
Linda Viana
Formosura de tricana
Num sorriso Virginal

Viana guarda em segredo
As noites de melodia
Amores que embalei no negro
Junto da doce Luzia
Viana com coração
Palpita com alegria
Engrandecer a cantar
A cidade o rio o mar
O monte Santa Luzia.

Refrão.

7. Milho Verde
(José Afonso)

Milho verde, milho verde
Milho verde maçaroca
À sombra do milho verde
Namorei uma cachopa

Milho verde, milho verde
Milho verde miudinho
À sombra do milho verde
Namorei um rapazinho

Milho verde, milho verde
Milho verde folha larga
À sombra do milho verde
Namorei uma casada

Mondadeiras do meu milho
Mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Que a merenda já lá vem

8. Loucos de Lisboa
(Ala dos Namorados)

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes

Entre um cigarro e outro lá cravava a bica,
Ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor sorria,
E ao partir agradecia.

Refrão:
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem recordar

A Terra gira ao contrário
E os rios correm para o mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto entrava
Como artista principal

Compramos a entrada p’ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã

Refrão

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára um louco
A fazer-lhe companhia.

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar beijinhos
As meninas que passeiam.

9 .Sonho meu

Corou essa lua
Que brilha no céu
Por ser testemunha
De um beijo teu

Teus olhos disseram
O que a voz escondeu
Despertar de um amor que adormeceu

Sonho meu
Que a alma guardou
E a noite escondeu
De flores o sabor
Momentos de amor
Que me deu

E ao ver-te é um sonho
Que não quero acordar
Na ilusão de o teu sim escutar

Discografia

Prefácio

1º Cd da Hinoportuna

Momentos ao Vivo

2º Cd da Hinoportuna

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